domingo, 31 de julho de 2011

FICÇÃO - "A PROSTITUTA E O PADRE"


MARIA – Perdoe-me Padre!

PADRE – Desta vez, não!

MARIA – Sabe que não foi minha culpa.

PADRE – Você não tem saída! ... Pecadora!

MARIA –... Diabos!

PADRE – Como?!

MARIA – Desculpe Padre!

PADRE – Já disse que não! Como é que você marca com outro, sabendo que era meu dia? Cansou de mim, me esqueceu? ...Confessa Maria!

MARIA – Confesso... Mas não vai me dar penitência por isso, porque a culpa é do Bispo!

PADRE – Do Bispo?!

MARIA – É... Aquele da Tv... Paga beem... Precisa ver.

PADRE – Ai meu Deus! Ficou maluca? O que deu em você?

MARIA – Você quer dizer o que dei para ele?

PADRE – Sem detalhes!

MARIA – Ok...

PADRE –... Ta bom... Sei que não pode deixar esses fatos aprisionados na sua alma torturada pelo pecado... Pode contar os detalhes. Se quiser... Claro.

MARIA – Ah...Você sabe... Faço de tudo... Menos penetração vaginal! Meu maior patrimônio é minha virgindade. Estou me guardando para o “príncipe encantado”.

PADRE – Depois de beijar tantos sapos ainda acredita que algum deles vai virar príncipe?

MARIA – Você quer dizer que se acha um sapo?

PADRE – Outra gracinha dessas e vai passar o mês rezando o “Pai Nosso”.

MARIA – Não!!! Desculpe!

PADRE – Já disse Maria... Não tem perdão!

MARIA – Tá... Então o que quer que eu faça? ...Vamos fazer o seguinte: Eu faço de graça hoje, e você me perdoa... Combinado? O que acha?

PADRE – Hummm...

MARIA – Posso raspar ...

PADRE –... Tem uniforme de colégio?

MARIA – Gosta de uma menininha, Né? Confessa!

PADRE – Querida, o padre aqui sou eu!

MARIA – Ta bom... Não vou ganhar mais por discutir isso, mas... Se preferir algo, digamos, mais”radical”, é só uma taxa extra.

PADRE – Tipo o que?

MARIA – Não se preocupe, é só uma taxa simbólica... Nada que um dízimo não possa cobrir.

PADRE – Eu estava me referindo ao “radical”.

MARIA – Ahh... Algemas, chicote, essas coisas... Ficaria perfeito para você.

PADRE – Esqueça! Isso não funciona para mim.

MARIA – Bom... Melhor assim, no fundo detesto essas vulgaridades.

PADRE – Você acha que não é vulgar só por causa disso?

MARIA – E você acha que vai para o céu?

PADRE – Não sei... Mas nada pode ser pior que viver neste inferno de vida.

MARIA – Cada um carrega a cruz que merece... Vai querer ou não o tempo está passando... E hoje é “bandeira 2”!

Nenhum comentário: