domingo, 31 de julho de 2011

OPINIÃO - "O URSO, O PAPAGAIO E EU, O BURRO"

Por favor, sou meio burro, então gostaria que alguém pudesse me explicar sobre alguns fatos que já me incomodam a muito tempo e como até hoje não consigo ver sentido, precisarei de ajuda para entender.

Se uma pessoa é ativista pelos direitos dos animais deve ser porque ela gosta e quer o bem desses animais. Estou certo até aqui?

Em 2006 Ativistas dos direitos dos animais pediram o sacrifício de Knut, um ursinho polar nascido num zoológico da Alemanha e rejeitado pela mãe. Por ter sido rejeitado foi criado por um tratador, funcionário do zoológico o que alguns acham desumano(?!) e por isso querem mata-lo!

Knut cresceu com saúde, graças aos funcionários do zôo que o alimentaram com uma mamadeira, deixaram o filhote dormir ao lado deles na cama e até tocaram músicas de Elvis Presley para ele. No entanto, os ativistas disseram que o animal ficaria extremamente apegado aos tratadores humanos, que não conseguiria se separar deles quando ficasse grande e muito perigoso (não tanto quantos os ativistas, claro), que nunca conseguiria se entrosar com outros ursos e por todas essas “razões” o correto seria sacrificar o filhote.

Sei que é fácil entender isso e que faz todo sentido os ativistas dos direitos dos animais quererem matar os próprios, mas minha mente limitada não alcança tamanha evolução de pensamento... Eu adoro, amo animais, então tenho que matá-los? É isso? Alguém pode me esclarecer?

Fico com vergonha de admitir, mas não foi o único caso que me deixou confuso e com essa sensação de estupidez no ar, por isso vou contar mais uma situação... Essa em território tupiniquim.

Em julho de 2008, depois de uma denúncia anônima, feita por algum vizinho camarada, uma senhora de 73 anos moradora de Belo Horizonte teve sua vida transformada num inferno pelo IBAMA, porque tinha em sua casa um... Papagaio!

Os próprios fiscais do órgão em questão comprovaram os bons cuidados com a ave, que era bem tratada e alimentada pela criminosa de alta periculosidade, com 73 anos, hipertensa e cardíaca.

Entendo que está na lei, que sem devida autorização do IBAMA não se pode criar espécimes da fauna silvestre e blá, blá, blá... Mas como nem a lei e nem os fiscais são burros, pois o burro sou eu, então me respondam: Por que diabos não dão a tal autorização pra tal senhora de 73 anos, aposentada, pobre, hipertensa e cardíaca?

Esse papagaio deve ser muito importante mesmo... A Amazônia diminui de tamanho todos os dias, de forma ilegal, provocando morte de vários animais (incluindo papagaios), colaborando com o aquecimento global, acabando com territórios do tamanho de cidades ou mesmo do tamanho de paises inteiros etc. Enquanto existir idosas pondo a civilização em risco, os dedicados e inteligentes vigilantes da ordem e da lei estarão sempre alertas! Azar dos pobres papagaios.

Bom, melhor eu ir antes que ativistas e fiscais resolvam me sacrificar!

MEMÓRIA - "PRIMEIRA PÁGINA"

Na época de faculdade eu era um romântico e achava que todos os estudantes seriam engajados e fariam de tudo para se aprimorarem e se tornarem melhores profissionais, mesmo que para isso fossem obrigados a matar algumas aulas.

É... Matavam aulas sim, mas para fumar maconha.

Era 1995 e eu estava no segundo período do curso de comunicação social, sonhando em ser um jornalista do Washington Post e só pensava em conseguir uma grande oportunidade... Em março daquele ano ela surgiu.

Haveria um grande encontro no Centro Cultural Banco do Brasil, para o lançamento de um importante projeto cultural e eu soube na hora que aquela seria a grande chance de ganhar meu Pulitzer.

Tentei arregimentar uma turma para ir comigo cobrir o evento, mas as aulas teóricas (e fumar maconha, claro) eram mais importantes, então fui sozinho para o centro da cidade.

Cheguei cedo, mas o prédio já estava isolado por um cerco policial, afinal até o presidente Fernando Henrique estaria presente. Mesmo portando somente uma máquina fotográfica amadora e sem uma credencial que justificasse minha presença ali, consegui permanecer próximo ao prédio. Outro isolamento foi feito e por eu ter chegado cedo consegui ficar entre um isolamento e outro, o que no meu caso era um privilégio.

Os ilustres participantes que dariam aval ao projeto começaram a chegar, entre eles Ziraldo e Pelé, todos devidamente registrados pelo “clic” de minha humilde câmera amadora.
Por fim chega o ônibus com o presidente e eu ali, registrando tudo ao lado dos jornalistas (de verdade) e realmente credenciados.

Com todos já dentro do prédio e com a reunião em curso quase fui embora, mas ao observar uma manifestação se aproximando farejei um furo jornalístico e resolvi ficar.

Meu faro estava certo e aconteceu um grande conflito entre manifestantes e policiais. Apesar da minha memória de peixe, me lembro bem das bombas de gás atiradas para todos os lados e do fato de eu correr da fumaça tóxica, parar, virar para fazer uma foto, voltar a correr, parar novamente para outra foto e repetir esta seqüência ainda mais duas vezes.

Conclusão: Matei aula, mas aprendi muito, fiz ótimas fotos e ainda consegui publicá-las na primeira página de um jornal carioca.

... Pena que publicaram com meu nome escrito errado.     

FICÇÃO - "A PROSTITUTA E O PADRE"


MARIA – Perdoe-me Padre!

PADRE – Desta vez, não!

MARIA – Sabe que não foi minha culpa.

PADRE – Você não tem saída! ... Pecadora!

MARIA –... Diabos!

PADRE – Como?!

MARIA – Desculpe Padre!

PADRE – Já disse que não! Como é que você marca com outro, sabendo que era meu dia? Cansou de mim, me esqueceu? ...Confessa Maria!

MARIA – Confesso... Mas não vai me dar penitência por isso, porque a culpa é do Bispo!

PADRE – Do Bispo?!

MARIA – É... Aquele da Tv... Paga beem... Precisa ver.

PADRE – Ai meu Deus! Ficou maluca? O que deu em você?

MARIA – Você quer dizer o que dei para ele?

PADRE – Sem detalhes!

MARIA – Ok...

PADRE –... Ta bom... Sei que não pode deixar esses fatos aprisionados na sua alma torturada pelo pecado... Pode contar os detalhes. Se quiser... Claro.

MARIA – Ah...Você sabe... Faço de tudo... Menos penetração vaginal! Meu maior patrimônio é minha virgindade. Estou me guardando para o “príncipe encantado”.

PADRE – Depois de beijar tantos sapos ainda acredita que algum deles vai virar príncipe?

MARIA – Você quer dizer que se acha um sapo?

PADRE – Outra gracinha dessas e vai passar o mês rezando o “Pai Nosso”.

MARIA – Não!!! Desculpe!

PADRE – Já disse Maria... Não tem perdão!

MARIA – Tá... Então o que quer que eu faça? ...Vamos fazer o seguinte: Eu faço de graça hoje, e você me perdoa... Combinado? O que acha?

PADRE – Hummm...

MARIA – Posso raspar ...

PADRE –... Tem uniforme de colégio?

MARIA – Gosta de uma menininha, Né? Confessa!

PADRE – Querida, o padre aqui sou eu!

MARIA – Ta bom... Não vou ganhar mais por discutir isso, mas... Se preferir algo, digamos, mais”radical”, é só uma taxa extra.

PADRE – Tipo o que?

MARIA – Não se preocupe, é só uma taxa simbólica... Nada que um dízimo não possa cobrir.

PADRE – Eu estava me referindo ao “radical”.

MARIA – Ahh... Algemas, chicote, essas coisas... Ficaria perfeito para você.

PADRE – Esqueça! Isso não funciona para mim.

MARIA – Bom... Melhor assim, no fundo detesto essas vulgaridades.

PADRE – Você acha que não é vulgar só por causa disso?

MARIA – E você acha que vai para o céu?

PADRE – Não sei... Mas nada pode ser pior que viver neste inferno de vida.

MARIA – Cada um carrega a cruz que merece... Vai querer ou não o tempo está passando... E hoje é “bandeira 2”!