quinta-feira, 31 de março de 2011

OPINIÃO - "MENINAS NÃO FAZEM SEXO DE DIA"


Estamos cansados de saber que sexo é algo natural e saudável, portanto normal é querer (e fazer) sexo, e não ao contrário, embora algumas pessoas pensem assim... Coitados!

O curioso é que, nós humanos, aprendemos a fazer escondido, como se fosse algo errado. Ok, tudo bem, não estou dizendo que tenho essa fantasia de fazer com todo mundo olhando ou fazendo campanha pra que o sexo seja feito, digamos, publicamente.
Somos uma democracia, então tudo bem se alguém é a favor disso, mas percebo que não precisamos ir tão além do direito ao básico, sem sermos ameaçados pelo fogo do inferno, que nos persegue, nos censura e nos intimida.

Não sou realmente chegado a um sexo exótico, como gente que transa até com árvores, bichos e extra-terrestres, se esses estiverem entre nós. Gosto do básico como o clássico “papai e mamãe” e um “69” de vez em quando, porque também não sou de ferro. Mas acho que swing é algo que poderia me matar de overdose, então prefiro estar vivo pra continuar com o básico.

Sexo é saudável, dá um prazer imenso e até ajuda a emagrecer, então realmente ainda não entendo porque tanto medo dele por aí... Claro, com alguns cuidados podemos evitar de ter que usar os inúteis planos de saúde, portanto usem camisinha pra não ter que usar o Procon depois. Isso sem falar que também pode aparecer uma visita permanente e que vai aumentar o seu orçamento consideravelmente... Cuidado! Use camisinha pra também não ter que gastar com fraldas... Ou ter que (eca!)trocá-las! 

Uma coisa que descobri, acho que fui eu, nunca ouvi ninguém falar disso, mas existe uma síndrome que atinge somente os pais, que acham que filhos (na verdade as filhas) se só saírem durante o dia, não farão sexo. Então vou contar dois segredos que vão abalar as famílias do mundo... Uma é que não existe Papai Noel... Bom, tudo bem, talvez ele exista, mas a segunda coisa que eu tenho pra contar, é certa... Meninas fazem sexo de dia (e se puderem, a noite também)!

Sei que pais não fazem sexo e por isso não querem que seu filhos (filhas), nascidos numa plantação de repolhos, façam algo tão ameaçador e transformador como o sexo. Eu, que sou meio bobo, acredito que o melhor presente para filhas adolescentes animadinhas é o diálogo sincero (e camisinhas com gosto de morango... Elas adoram), então esqueçam essa coisa de Papai Noel!

MEMÓRIA - "O PIRATA DOS 7 POMARES"


Uma das melhores coisas da infância é pegar fruta no pé... Do vizinho... Sem ele saber, claro!

No meu sítio tinham muitas árvores que davam frutas, mas o legal mesmo era invadir o terreno alheio atrás delas. Era aventura garantida!

Eu e meu parceiro de pilhagem nos sentíamos como num dos antigos filmes de Errol Flynn, e mesmo sem um mapa com um “X” ou de um navio pirata, caçávamos tesouros que davam em árvores.

Manga era no território do Lobisomem, no terreno atrás de casa e subindo o morro, nunca o vimos na verdade, porque só íamos lá com o sol bem brilhante, então era mais seguro.

Caqui era no vizinho ao lado, onde a nossa invasão era mais tranqüila, afinal não tinha lobisomem por lá. E com um terreno plano e mais iluminado, ficava muito mais fácil, então podíamos escolher com mais calma, pegar os caquis mais graúdos, de vermelho bem vivo e dar no pé.   

Em nossas pilhagens conseguimos juntar riquezas diversas. Além das já citadas também saboreamos jambos, carambolas, abius, cajás, cirigüelas,jacas, sapotis e outras pérolas! Vizinho e pomar era o que não faltava na região.

Um dia, eu e meu marujo, resolvemos atacar o vizinho da frente, o único que não tínhamos invadido ainda e único que não tinha um pomar, mas um canavial!

Passamos pela cerca de arame farpado, atravessamos umas moitas de capim e chegamos ao nosso alvo. Não entendia porque nunca havíamos tido a idéia de pegar cana, afinal é uma delícia também... Mas a resposta chegaria rápido.

Ao contrário das frutas, que é só arrancar e correr sem fazer muito alarde, a cana tem as folhas que fazem um barulho danado, tem que ser cortada com facão, o que já soma mais barulho e torna o processo mais complicado e demorado. Não é simplesmente tirar de um galho. Isso sem falar que carregá-la era outro problema, já que a cana é comprida (na época devia ser até maior que nossa altura) e pouco prática de se carregar numa eventual fuga. 

Resumindo: Fomos pegos com a mão na massa, ou melhor, na cana.

O dono nos pegou porque ouviu o barulho e foi investigar. Foi nossa primeira captura como piratas e achamos que o dono do canavial nos faria andar na prancha e na pior das hipóteses, contar aos nossos pais... Isso sim seria o fim de nossa reputação!

Sem muitas alternativas pedimos desculpas e esticamos o braço para entregar a cana roubada e ele disse: - Podem levar!

Não levamos... Afinal que graça tinha levar com autorização?   

FICÇÃO - "SEM INTERVALOS"


Inesquecível... Ela abriu a porta e entrou. Era uma visão do paraíso! Linda, voluptuosa e imponente!

Acendeu a luz do abajur, deu mais alguns passos a frente e ligou uma luminária com uma cúpula de vidro mesclado em tons de vermelho alaranjado. Por fim temperou o ambiente com o som de Joe Cocker interpretando You Can Leave Your Hat On e seguiu com andar decidido, olhar seguro e sorriso de Monalisa.

Senti meu corpo paralisado com aquela visão, diante daquela escultura viva que exalava de pura sedução. Só de imaginar o que viria a seguir comecei a suar. Fiquei sem saber se aquela visão incendiava todo o quarto, ou se as brasas surgiam só dentro de mim.

Não tirei o olho dela, por medo de perder algum detalhe. Acompanhei quando ela pegou um bombom e o levou à boca em câmera lenta. Seus lábios cor de cereja brilhavam em contraste com o marrom opaco do chocolate. Logo em seguida ela levou o dedo sujo com o doce de volta a boca, tocou os lábios e o limpou com a língua, que “abraçou” o dedo, chupando-o, da base até ponta.

Sem intervalos ela seguiu adiante e levou a mão até seu decote. Pinçou o zíper da blusa com seus dedos e foi descendo lentamente, revelando suas formas. Sua pele branca brilhava e contrastava com um lindo sutiã rendado e preto. Ela deixou a blusa cair “displicentemente” ao chão, enquanto a outra mão soltou o cinto da calça. Repetindo o gesto feito na blusa, desceu o zíper da calça, só que ainda mais devagar... Nessa hora quase parei de respirar!

A calcinha combinando com o sutiã tinha um lacinho estratégico e uma cinta liga, que ela tirou com tanta habilidade que nem vi sair. Parecia mágica. Ela era sensacional! Não desviei os olhos dela nem um segundo. Seus movimentos eram hipnóticos e fatais.

Só de calcinha e sutiã, ela dançou fazendo movimentos sexis e ousados. Gestos de uma de suas mãos simulavam masturbação e penetração, com a outra ela passeava pelo relevo de seu próprio corpo. No rosto expressava um prazer intenso que refletia nos olhos, que reviravam enquanto ela se acariciava e gemia.

Por fim ela tirou o sutiã e escondeu os seios somente com o braço e com a outra mão seguiu em direção ao laço que soltava a calcinha... 

... Infelizmente acabou a luz justo nessa hora e não vi o final do filme.