sábado, 1 de janeiro de 2011

MULHERES DE PAPEL

A primeira revista Playboy da minha vida ganhei de meus pais quando tinha uns 11 anos e porque pedi uma pra ver. Pouca coisa me lembro... Lembro que não entendi porque falavam tanto daquela revista, que era com a Sandra Bréa na capa e que não me deixou nenhum “trauma”.

Aos 12 adquiri outra revista de mulheres peladas, porque era a Vera Fischer e foi o acontecimento daquele ano. Lembro que ao contrário da última, achei as fotos bonitas... E só! Papel ainda não era uma coisa que me excitava, a menos que fosse pra desenhar algo.

Meu interesse por mulheres de papel surgiu mesmo aos 16, quando o filho de um amigo de minha mãe se casou e teve que despejar todas as mulheres de sua casa, que não fossem sua noiva, obviamente. As pobres sem teto tiveram minha solidariedade e puderam ficar lá em casa. Como elas eram comportadas e silenciosas, minha mãe não se opôs. Arrumei um lugar confortável pra elas no meu quarto, onde logo ficamos mais íntimos. Foi uma revolução!

Outra revolução foi aos 19, quando arrumei uma namorada, a minha primeira, oficialmente falando. Nossa! Muito melhor que papel de revista! Mas por via das dúvidas deixei as meninas quietas no canto delas, ali, sempre a mão para o caso de uma emergência. A verdade é que com uma namorada do lado as meninas ganharam uma bela camada de poeira e assim ficaram por muito tempo.

Anos depois, aos 25, quando eu já estava na universidade, onde fiz faculdade de jornalismo, usei as revistas novamente, não pelas meninas, já meio amarrotadas e com manchas do tempo, mas para pesquisas de diversos tipos, sobre tudo com personalidades que davam entrevistas fantásticas! Eram páginas e mais páginas de entrevistas com todo tipo de gente e revelações incríveis, todas muito úteis, de forma diferente das meninas, mas úteis também.

A minha conclusão disso tudo, hoje, é a seguinte: Deixem de hipocrisia! Tirem aquela frase de “Proibido para menores de 18 anos”! Deixem os meninos em paz! Não é uma frase na capa que vai impedir o acesso às descobertas da puberdade! Acredito que uma cara com mais de 18 anos, não precisa de revista pra se satisfazer sexualmente, porque um cara de 18 anos tem uma namorada, que como já disse, é muito melhor!

A função da Playboy depois dos 18 é outra. É consumismo, são as entrevistas e talvez até um olhar curioso sobre a nudez de algumas “celebridades” com talento pra ser modelo de revista masculina. Então minha conclusão é que a “utilidade” inicial da revista, seu apelo real, nada tem haver com homens de verdade, mas com descobertas de meninos.



2 comentários:

Fabrícia disse...

É meu amigo... pelo menos naquela época havia uma autenticidade nas fotos; o que se via lá eram realmente os corpos das mulheres, mulheres reais, com celulites, cicatrizes e tudo mais, diferente de hoje, que com o uso do Photoshop, nem sabemos mais o que é real e o que é "fake"!
Noutro dia eu estava passando na rua com uma amiga e vimos uma capa na banca de jornal, com a Suzana Vieira (claro que não era a Playboy! Ufa! rs...) e minha amiga, perplexa, parou pra elogiar o "corpão" da coroa enxuta. Eu, que trabalho muito com o Photoshop percebi logo que era uma foto totalmente retocada, manipulada e alterada. Aquela cintura não era dela, nem a pele, nem os cabelos, enfim, nada, tava com a perna mais lisinha que de um bebê recém-nascido! Enfim, coisas (ou anti-coisas) que a modernidade nos traz....rs...

Myrthis B. disse...

Perfeito, a primeira revista que tive foi aos 13 anos!!! :)